Recentemente, um jovem paraense de 24 anos, Matheus Santa Rosa dos Santos, morreu após contrair raiva humana na região de Oiapoque, no estado do Amapá. O caso, confirmado pela Secretaria de Saúde do Pará, foi o terceiro registro de raiva humana no Brasil em 2025 e o primeiro na região Amazônica neste ano. Diário do Pará+1
📍 Como ocorreu a infecção
O jovem foi atacado por um macaco enquanto pescava em uma área de manguezal no extremo norte do Amapá. Dias depois, ele passou a apresentar sintomas neurológicos graves e foi transferido para um hospital de referência em Belém (PA), onde acabou falecendo após duas semanas internado. Exames laboratoriais confirmaram a presença do vírus da raiva em amostras biológicas. Diário do Pará+1
Segundo o Ministério da Saúde, a variante viral encontrada está associada a morcegos, que são reconhecidos como reservatórios naturais do vírus da raiva. Além de macacos, outros mamíferos como morcegos podem transmitir o vírus por meio da saliva — especialmente por mordidas ou arranhões. SES-MG
🧠 O que é a raiva humana
A raiva é uma doença viral grave e quase sempre fatal que ataca o sistema nervoso central. Ela pode ser transmitida por milhões de mamíferos, incluindo cães, gatos, morcegos, macacos e outros animais silvestres. A infecção ocorre quando a saliva infectada entra no organismo por meio de mordidas ou arranhões, principalmente em pele lesionada ou mucosas. SES-MG
Após o contato com o vírus, há um período de incubação que pode durar dias ou até semanas, dependendo da pessoa e da extensão da ferida. Quando os sintomas começam a aparecer, eles podem incluir febre, dores pelo corpo, agitação, dificuldade em engolir e alterações de comportamento — e, em geral, a doença progride rapidamente para um quadro grave. SES-MG
🐶 O que esse caso significa para tutores de pets
Casos de raiva humana são raros, mas isso não significa que a doença deixou de ser um risco — especialmente em áreas onde há circulação do vírus entre animais silvestres. A maior parte dos casos humanos está ligada a espécies como morcegos ou outros animais silvestres que não recebem vacinação regular. SES-MG
Para quem tem cães ou gatos em casa, o principal impacto dessa notícia é reforçar a importância da vacinação antirrábica regular dos pets. Em áreas urbanas, a vacinação de cães e gatos eliminou grande parte dos riscos de raiva transmitida por animais domésticos, mas a doença ainda circula na natureza e pode ser transmitida a humanos ou animais não vacinados. SES-MG
🛡️ Como prevenir a raiva
🐕 Vacinação de animais domésticos
A principal forma de prevenção é manter as vacinações de cães e gatos em dia, conforme o calendário de vacinação do seu município. Animais devidamente vacinados reduzem significativamente o risco de transmissão e ajudam a controlar a circulação do vírus. SES-MG
🧑⚕️ Atendimento rápido após exposição
Se você for mordido ou arranhado por um animal (doméstico ou silvestre), a recomendação é:
- Lavar imediatamente o local com água e sabão.
- Procurar atendimento médico para avaliação e possível vacinação pós-exposição.
Mesmo quando o animal parece “saudável”, é fundamental observar e, se necessário, buscar cuidado médico. SES-MG
⚠️ Evite contato com animais desconhecidos
Especialmente em áreas rurais ou naturais, evite tocar em morcegos, macacos, animais silvestres ou cães e gatos sem tutor conhecidos. Não tente capturar ou alimentar animais silvestres. SES-MG
📌 Conclusão
A morte trágica de Matheus serve como alerta de que, mesmo em tempos modernos, a raiva ainda é uma ameaça real. Cuidar da saúde dos nossos cães e gatos — principalmente por meio da vacinação e da atenção a sinais de doença — é um passo essencial para proteger toda a família, incluindo humanos e nossos animais de estimação. A prevenção é sempre o melhor caminho.

